terça-feira, 10 de junho de 2014

Sexo por toda parte! - Cobertura do 4o PopPorn Festival

Em sua 4ª edição, festival PopPorn renova com produções eróticas de diversas artes 

Atuação na edição de 2012 do festival - Foto: Reprodução
Por Priscila Kesselring

Em 2010, a jornalista Suzy Capó foi para Berlim, com o intuito de participar de um festival de cinema erótico. Lá, passou dias entre discussões sobre sexualidade e pornografia e produções cinematográficas alternativas, que fugiam do main stream do cinema erótico.

Suzy ficou tão entusiasmada com o que viu na cidade alemã, que quando voltou ao Brasil não via a hora de criar um festival semelhante. Foi aí que nasceu o PopPorn, que no último final de semana (6 a 8 de junho) chegou a sua quarta edição, no centro de São Paulo.

A cada edição, o festival vai somando temáticas e pessoas. “Hoje o PopPorn é um festival multidisciplinar, o que mostra que ele foi mudando de cara ao longo desses quatro anos”, conta Suzy em um dos corredores da Trackers, casa noturna paulistana que deu lugar ao evento - tratado como uma "virada do sexo", por ter tido 48 horas de atividades.
Imagem: Divulgação
Curtas, longas, performances, festas e debates trouxeram a heterogeneidade para o festival. A novidade deste ano foi a exposição de zines – publicações independentes de desenhos e outras técnicas – com temas eróticos.

A mostra de filmes contou com produções de países como a Alemanha, Israel e Tailândia. A idealizadora do evento, Suzy Capó, diz ter preferências pelos curta-metragens. “Os curtas são mais experimentais, são um formato que permite uma ousadia maior, em todos os sentidos, porque você não tem um comprometimento, um limite”, afirma.

De acordo com a jornalista, todos os filmes falam sobre sexo, mas das formas mais diferentes possíveis, não necessariamente a partir do sexo explícito. O longa “O Fim da Pegação”, por exemplo, é um filme gay que fala sobre o desaparecimento das “pegações públicas” – expressão usada por Suzy - ao longo dos últimos anos.

Ela afirma que se trata de um filme bastante político, pois retrataria uma certa “normatização da homossexualidade”. Ainda nesse sentido, quando questionada sobre a relação entre o PopPorn e política, ela ressalta: “o próprio fato de o festival existir, da afirmação do sexo positivo, já é algo político por si só”.

Para mais informações sobre o festival PopPorn, clique aqui.

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