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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Os Sonhadores: o erotismo em segundo plano


Por Beatriz Coppi

Estrelado por Eva Green, Micheal Pitt e Henri Laglois, “Os Sonhadores” se passa durante os movimentos estudantis de Paris, mais precisamente em 1968. É um filme sobre a vida de Matthew, um estudante americano que vai para Paris estudar francês, com os irmãos gêmeos Theo e Isabelle, próximo quase em excesso conforme os padrões morais. Eles têm uma relação bastante sensual, apesar de não terem relações sexuais de fato, por exemplo. Eles, inclusive, dormem juntos e nus, apesar de nunca de fato cometerem incesto.

Naturalmente, o trio começa a nutrir certa curiosidade um pelo outro, e, depois de muita aproximação, o sexo entre os três acaba surgindo de forma lúdica e inocente, naturalmente, de forma que, mesmo polêmico, não soe apelativo.

Dessa forma, é perceptível que, ao contrário do que uma primeira impressão pode indicar, o tema do filme não é o incesto ou a quebra de tabus. A sexualidade dos irmãos, por exemplo, está muito mais nos atores do que nos personagens em si, sendo que para estes sobra a inocência de demonstrarem, na visão do espectador, sensualidade, mas sem a real intenção de fazê-lo.

O filme é nostálgico, mas possui um discurso novo e atual, ainda que tenha sido filmado em 2003 (há não muito tempo atrás). Uma prova disso é a construção do personagem de Theo questiona o sistema com todas as formas, mas não consegue acompanhar os protestos que acontecem ao seu lado, muito parecido com o que vemos no ápice das redes sociais.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Uni-duni-tê

Cena do filme "Tatuagem"
Por Beatriz Coppi

Todos os anos, são produzidos milhares de longa metragens com ou sem cenas de sexo. Alguns mais recentes, entretanto, têm provocado muitas discussões, não só por tratarem de homossexuais mas pelo forte conteúdo de cenas eróticas. A gente separou e resumiu cinco lançados nos últimos meses, sendo alguns deles já citados aqui no blog, para você decidir qual assistir (ou assistir a todos, por que não?):


Ninfomaníaca I e II, de Lars von Trier


Ninfomaníaca, grande sucesso de 2014, originalmente foi filmado para ser apenas um longa. Depois, a produção achou que o filme ficou longo demais e o dividiu em duas partes. Em ambos, é vista muito bem trabalhada a questão da autoafirmação sexual, o que era um problema para a protagonista. Até que ela assume ser obcecada por sexo desde criança e, no decorrer do filme, ela conta suas histórias e os atores do filme dão vida aos episódios, inclusive nas cenas mais picantes.


Azul é a cor mais quente, de Abdellatif Kechiche


Neste filme, a protagonista Adéle tem dúvidas sobre sua sexualidade e se apaixona pela primeira vez por uma mulher (que tem o cabelo pintado de azul). Como não podia contar para ninguém, ela mergulha nessa paixão e em suas questões internas. O aspecto do filme mais intenso ainda é que a personagem precisa enfrentar os preconceitos e entra em guerra com a própria família.


Tatuagem, de Hilton Lacerda


Com espaço e tempo em Recife durante a ditadura militar, “Tatuagem” conta a história de um militar que se apaixona por um líder de um grupo de teatro. Eles engatam o romance, responsável pelo erotismo no filme, mas Fininha (o militar) precisa vencer o dilema entre manter seu relacionamento homossexual ou permanecer trabalhando pela manutenção da ditadura. Um filme bastante intenso e também interessante do ponto de vista histórico.

Assista o trailer de "Tatuagem": 



Um Estranho no Lago, de Alain Guiraudie

Neste longa metragem, um lago nudista frequentado por homens homossexuais é o centro da trama. Frank, um dos frequentadores mais assíduos, um dia se apaixona pelo novato do lugar, Michel. E isso faz com que tudo mude de figura, não no sentido romântico, mas porque Michel, na verdade, é uma pessoa perigosa que fará com que Frank passe por vários conflitos por causa do romance.

Confira o trailer legendado de "Um Estranho no Lago":